Tive casa e dono. Um dia, me colocaram no carro e me soltaram na marginal Tietê, em São Paulo.
Não entendi nada. Tentei correr atrás do meu ex-humano, mas os carros quase me pegaram, e eu o perdi de vista.
Mesmo naquele calor do asfalto, sentei no acostamento e esperei. Fiquei lá quatro dias, mas ele não voltou. Deve ter acontecido alguma coisa.
Já estava atordoado no sol quando uma moça se deu conta de que eu jamais iria embora e me ofereceu água e comida.
Ela também me colocou no carro. Mas que vergonha, precisei de ajuda para entrar, pois estava fraco e não consegui subir sozinho.
Fui tratado, vermifugado e agora espero um família que me queira. Ainda não sei o porquê me deixaram lá. Não puxo a coleira, obedeço e sei o que é um não.
Sou bonzinho, acredite em mim, apesar do meu tamanho, que assusta.
Só não gosto de outros cães machos, mas quem sabe melhoro depois de castrado (ai!). í‰, meus caros, minha cirurgia já está marcada.
Quem tiver espaço em casa e no coração, por favor, escreva para o e-mail abaixo, mande o telefone, conte onde mora e tudo mais.
Apesar dos pesares, vou amar ter um humano para chamar de meu =)
carualbuquerque@concretoart.com.br
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